13.3.05

Dawn of the Dead (Madrugada dos Mortos)

2004
Direção: Zack Snyder
Roteiro: George A. Romero (filme de 1978) e James Gunn

Já vou avisando, eu não assisti ao original... Mas pretendo, quando decobrir o nome dele no Brasil.

Quando comecei a assistir o filme pensei: "Ai, não! Outro Extermínio!". Eu realmente não gostei de Extermínio... Mas conforme a história se desenrolava, fui percebendo que apesar de serem muuuuuuito parecidos, eu estava gostando de Madrugada dos Mortos.

Bom a história começa com uma enfermeira que vai pra casa depois de um longo dia de trabalho. No hospital há sinais de que existe algo errado, mas nada muito descarado. De madrugada, enquanto Ana (a enfermeira) está dormindo com seu marido, entra no quarto uma garotinha vizinha deles e ataca a mordidas o pobre do marido, que logo em seguida morre para voltar à 'vida' e atacar Ana.

Depois de pegar o carro e fugir de casa, Ana percebe que a cidade está um caos, tomada por zumbis mordedores e pessoas desesperadas. Porém ela acaba batendo o carro e tendo que se virar com suas própria pernas (literalmente). Ela acaba encontrando um grupinho de pessoas e vão todos tentar abrigo no shopping mais próximo.

Apesar da resistência dos seguranças, eles acabam permanecendo no shopping após se livrarem dos zumbis que estava lá dentro. Então, eles resgatam um outro grupo que também estava fugindo dos zumbis e lá ficam a maior parte do filme.

No total são muitos personagens dentro daquele shopping (fora o solitário que mora do outro lado da rua), e nós espectadores passamos a conhecer direito poucos deles. Mas ainda assim as relações que vão se formando entre eles são suficientemente boas para deixarem o filme interessante.

Mas a melhor parte mesmo é quando todos brincam de tiro ao alvo com o 'vizinho', usando as cabeças dos zumbis que se aglomeraram em volta do shopping como alvo.

Também queria chamar a atenção para os créditos finais. São muito bons, mesmo! As imagens amadoras e rápidas que vão passando ao longo dos créditos servem para dar uma dica do que acontece com todo aquele povo depois que o filme termina.

Cenas rápidas aparecem ao longo de todo o filme, porém de uma forma inteligente e que não irrita, ou seja, se eu usasse chapéu, eu o tirava para quem fez a edição! A trilha sonora também é muito boa e se encaixa direitinho nas cenas certas.

Madrugada dos Mortos é realmente muito divertido, não é o ó do borogodó, mas é divertido sim. Não sei se o classificaria como terror, mas ação com certeza ele tem!

Hide and Seek (Amigo Oculto)

2005
Suspense
Direção: John Polson
Roteiro: Ari Schlossberg

Não sei se tenho muito o que dizer a respeito desse filme, mas vamos lá...

Vou começar salientando o fato de que estava cada vez mais decepcionada com o Robert De Niro... Ele só estava fazendo o mesmo papel filme após filme! Homem com cara de mau, mas que no fundo é bonzinho, bonzinho. Aí ele fez aquele filme do clone. O Enviado. (SPOILER!!!) Homem com cara de bonzinho, mas que no fundo é mau, mau. Mudou um pouquinho, mas no fundo estava igual, igual! Ah... Mas nesse filme eu me deleitei com o homem na tela. Isso que é ator! Isso que é Robert De Niro! Ele deu um show, voltou a merecer o título de bom ator que tem.

Mas não foi só ele, não. Tem também aquela menina LINDA DE MORRER: Dakota Fanning. Se você acha que ela arrasou em Uma Lição de Amor, você não viu nada! Do lado do Robert De Niro ela não faz feio, na verdade está à altura dele. Durante o filme todo ela varia em expressões que a levam da menininha do papai, à mulher du mau.

Na verdade esses dois elementos são o que há de melhor no filme, fazendo dele um filme bom simplesmente por tê-los no elenco! O resto é resto. Tá bom, eu achei o filme bom, mas existem umas mancadas que me deixaram de pá virada!

Vamos ao filme então.

Amigo Oculto conta a história de David (Robert De Niro) e sua filha Emily (Dakota Fanning) que desejam recomeçar a vida em uma cidadezinha do interior após o suicídio da esposa. Visivelmente a menina fica abaladíssima com a morte da mãe e passa a ter uma mudança radical de comportamento. Era uma menininha meiguinha e brincalhona e passou a ser triste e sinistra (e bota sinistra aí, hein!). A coisa piora quando Emily arranja um amigo imaginário (e não oculto!) e passa a ficar cada vez mais sinistra.

Não há muita coisa além disso. Existem outros personagens que vão aparecendo durante o filme, mas basicamente a história se desenrola em torno da relação pai-filha-amigo invisível. A menina parece culpar o pai (que esqueci de dizer, é um psicólogo) pela morte da mãe. E, junto com o amiguinho, resolve resumir a sua vida em pegar-no-pé-do-pai!

O que me deixa triste é que o filme quer porque quer ter um final surpreendente e pra isso usa táticas lamentáveis. Começa um joguinho de despista aqui, despista ali, quem será, e blábláblá. E ele consegue. Eu não imaginava as coisas que estavam por vir ao longo do filme, mas se não tivessem tentado tanto desviar a minha atenção do tal final surpreendente, tenho certeza que ia me surpreender do mesmo jeito!




Ju-On: The Grudge / The Grudge

Essa crítica eu já tinha publicado no meu outro blog, mas resolvi passar pra cá (onde faz mais sentido).
Aproveitei pra dar uma arrumadinha em alguma coisinha... :)


Ju On: The Grudge (O Rancor)

2003-Japão-
Direção: Takashi Shimizu
Roteiro: Takashi Shimizu

O filme começa mostrando uma mulher e seu filho sendo vítimas de um assassinato cruelíssimo: o marido descobriu que ela estava apaixonada por outro homem e não só matou ela, como seu filho também (e aparentemente, o gato também!).

Após isso, caiu uma maldição sobre a casa onde eles morreram, que passou a ser assombrada pelos fantasmas dos três: mulher, filho, e gato! Quem tivesse contato com essa maldição também seria amaldiçoado e morreria. E aparentemente todos que morrem por causa da maldição também voltariam para atormentar quem ainda não tinha morrido.

A linguagem usada no filme é fantástica. O filme vai sendo contado como se fossem várias histórias, todas elas iniciando com uma tela preta apenas com um nome, então percebemos que esse nome é o do personagem 'principal' da próxia história. Depois de um tempo também percebemos que as histórias estão todas ligadas à essa mesma casa.

Na verdade não existe um personagem realmente principal no filme, a não ser a própria casa. A grande quantidade de personagens faz com que a importância de cada um seja reduzida em relação à importância do todo.

Porém, esse aparente excesso de personagens serve para mostrar a falta de padrão pela qual a maldição atua. Cada pessoa tem seu tempo e seu modo específico de morrer: uns são sugados por uma cama (e adeus à sensação segurança que ela sempre me proporcionou), enquanto outros morrem de susto. Mas ainda assim Kayako e Toshio (os fantasmas) estão sempre presentes em cada uma das mortes. O gato aparece bastante também.

Agora, uma coisa você pode ter certeza. Que esse filme dá medo, isso dá! Olha que tem uma amiga minha que depois de meses ainda acha que a Kayako vai vir buscá-la no meio da noite! Isso sem falar naquele barulho do demo que aquela mulher faz! Eu ainda não consigo assistir esse filme se tampar os ouvidos quando ela aparece.

Bom, eu só espero que você entenda o filme de primeira, o que é privilégio de poucos (ou de nenhuns?). Eu precisei assistir umas três vezes pra que ele fizesse algum sentido para mim. Não vou nem entrar na questão do final, porque isso ainda não sei se entendi...

Atualmente foi lançada uma refilmegem americana (pra variar):

The Grudge (O Grito)

2004
Direção: Takashi Shimizu
Produção: Sam Raimi

Esperava bem menos desse filme, ele me surpreendeu bastante. A minha-amiga-que-ainda-tem-medo-da-Kayako foi comigo e quase quebrou meus dedos no final do filme. Uma outra usou uma tática infalível: prestar atenção em outras coisas -> Depois de uma cena aterrorizante, a dita cuja vira pra mim e diz "Você viu que tinha um bonsai alí???"!!!!!

O filme muda várias coisas do original, mas a história principal continua a mesma, porém com muito menos personagens, consequentemente com menos mortes! Afinal, no original TODO MUNDO morre!!!! Isso fez com que o povo todo achasse que o padrão de morte da maldição era morrer de susto e logo vieram as perguntas: "Por que a fulana não morreu igual aos outros???". Caramba, não tem padrão!!!!! Tudo bem, esse tipo de confusão não é culpa de quem assiste e sim de quem faz.

Além disso, existem mais cenas de 'susto', assim como a introdução de uma personagem inútil, que só faz perder a mandíbula, para dar MAIS UM tom 'aterrorizante'... (Esse negócio da mandíbula é ridículo d+!!!!)

E indo contra a linha de O Chamado, a refilmegem tb se passa no Japão, proporcionando fantasminhas assustadores com seus olhinhos orientais! (Até que enfim os americanos perceberam que olho puxadinho dá um medo do cão!)

Mas apesar de os atores que fazem a Kayako e o Toshio serem os mesmos, como o filme não se preocupa tanto com o terror psicológico e sim com os sustinhos mesmo, depois que você sai do cinema nem lembra mais quem eram eles... (Ao contrário do original. Preciso repetir a história da minha amiga???? Outro dia ela estava com o colchão na sala porque estava achando que a Kayako ia aparecer no quarto dela!!!)


Gostaria de pedir desculpas pelas referências feitas à amiga-da-Kayako. Precisava usar histórias reais para provar alguns pontos de vista... Mas note que o nome da pessoa em questão não foi mencionado, mantendo, assim, sua integridade moral perante à população mundial. (Afinal, loguinho eu já tô famosa, escrevendo bem assim!)

11.3.05

Apresentação

Ai que medo! Gente, essa é uma experiência nova para mim... Então, por favor, tenham paciência? Eu gostaria de pedir uma coisa, principalmente para duas de vocês (é, vocês duas mesmo!) : eu realmente não gostaria de ser injusta aqui, mas se em algum momento eu simplesmente disser que algo é ruim ou bom (sem dar maiores explicações), me dêem um puxão de orelha, tá!?!

Acho por ora é só.

beijos

(espero que goste e volte sempre!)