21.2.06

Sutís, porém não pouco importantes, mudanças.

Olá, olá!

A partir de hoje, o Pipoca no Edredom começará a sofrer algumas mudanças.


A principal delas é a minha mudança de atitude! Eu resolvi tomar vergonha na cara e levar esse blog (e vocês) a sério. Vou começar a atualizá-lo TODA SEMANA! Pois, sim! Estou falando sério! Todos os domingos pretendo ter uma postagem nova.

As outras mudanças serão menores, vou apenas arrumar umas coisinhas aqui, inserir uns links alí... A maioria das mudanças são inspiradas em blogs muito bons, como o CinemaXunga e o cinema notebook, que são blogs que também tratam sobre cinema, e os blogs super descolados e divertidos da Mirela e do Paulo.

Vão ser coisas pequenas, nada muito estrutural. Mas acho que vai ficar melhor, sim. Pelo menos, assim espero!



Então, não deixe de sempre vir dar uma olhada.
E até domingo que vem!



Cena do filme Ringu.

14.2.06

House of Wax (A Casa de Cera)

2005
Terror
Direção: Jaume Collet-Serra
Roteiro: Chad Hayes e Charles Belden (autor do livro)

Olá a todos!!!

Hoje vamos falar sobre mais um raríssimo caso de remake. O original, de mesmo nome, foi dirigido por André De Toth em 1953 (e já era um remake de Mystery of the Wax Museum de 1933) e baseado no livro de Charles Belden.

Carly Jones (Elisha Curtberth), seu irmão Nick (Chad Michael Murray), seu namorado Wade (Jared Padalecki) e seus amigos Paige (Pairs Hilton), Blake (Robert Richard) e Dalton (Jon Abrahams) estão a caminho de um jogo de futebol americano e pernoitam nas proximidades de uma pequena cidade chamada Ambrose. Quando um dos seus carros tem um problema, Carly e Wade resolvem ir até a cidade para tentar encontrar a peça que precisam.

A cidade resume-se em umas pouquíssimas casas, uma igreja, um posto de gasolina e a Casa de Cera, um museu de cera abandonado. Depois de importunar um velório para conseguir falar com Bo (Brian Van Holt), o dono do posto, os dois resolvem entrar na Casa de Cera e percebem que ela é, literalmente, feira de cera. Logo eles percebem que estão envolvidos em meio à loucura de dois irmãos siameses, que têm transformado pessoas em estátuas de cera.

Gente, esse filme não é apenas mais uma refilmagem de filmes clássicos do terror, ele é também mais um dos inúmeros filmes de terror para adolescentes (que já se tornou um novo gênero).

Mas não se deixe enganar por essas palavras duras, pois, dentro desse gênero, A Casa de Cera pode ser classificado como um ótimo filme! Pare de rir, não é gozação, não!!! Eu estou falando sério, o filme é bom mesmo! Quero dizer, se você estiver consciente que está assistindo um filme que VAI mostrar muito sangue, mulheres de calcinha (Paris Hilton, claaaaaro), e cenas bem grotescas, você vai adorar o filme.

As cenas com a cera, apesar de serem humanamente impossíveis de se acreditar, são realmente ótimas, muito bem feitas e te fazem esquecer por um momento que o que você está vendo é simplesmente absurdo. As mortes são incríveis (e eu nem gosto muito de filme ensangüentado, hein!), feitas com uma frieza de dar nervoso e de fazer você se remexer no sofá. E ver a Paris Hilton correndo de calcinha é impagável!

Em resumo, eu a-do-rei o filme!!! Afinal, se é pra fazer errado, é melhor fazer direito. Fazia tempo que eu não me divertia tanto em um filme de terror. Me senti como nos velhos tempos, vendo filmes absurdos, que hora me fazem rir pelo ridículo e hora me fazer tremer de susto!

Tá bom, talvez eu tenha me empolgado um pouco, mas eu gostei, viu!



Imagens de A Casa de Cera (2005)





Imagem de A Casa de Cera (1953)

3.2.06

The Amityville Horror (A Cidade do Horror / Horror em Amityville)

1979
Terror
Direção: Stuart Rosenberg
Roteiro: Standor Stern

2005
Terror
Direção: Andrew Douglas
Roteiro: Scott Kosar

Numa noite chuvosa e tempestuosa, na pacata cidade Amityville, um rapaz assassina a sua família inteira, composta de pai, mãe, dois irmãos e duas irmãs, com um rifle altamente sonoro. Detalhe: todos morrem na cama de bruços com um tiro nas costas. Isso significa que ninguém acordou com o som do rifle, morreram todos dormindo. Como pode ser?? Mistério... O rapaz alega ter feito isso por ordem de vozes que ele ouvia na casa.

Um ano depois uma família, composta por Kathy Lutz (Margot Kidder/ Melissa George), seus filhos Greg/Billy (K.C. Martel/Jesse James) e Matt/Michael (Meeno Peluce/Jimmy Bennett) e Amy/Chelsea (Natasha Ryan/ Chloe Moretz), seu marido (padrasto das crianças) George Lutz (James Brolin/ Ryan Reynolds) e o cão Harry, se muda para a tal casa. Em pouco tempo, várias coisas começam a acontecer com essa família, como o comportamento estranhamente agressivo do padrasto, a ‘chegada’ de uma amiguinha imaginária para a menininha (Jodie, uma das crianças falecidas da família anterior), o cachorro começar a latir mais do que o normal (principalmente no porão), etc.

Dois filmes baseados no livro de Jay Anson. E mais uma vez a refilmagem não consegue superar, ou pelo menos alcançar, a qualidade do filme original. Ainda não sei porque diabos as pessoas continuam insistindo em faze-las... Porque, meu Deus, o original é tão melhor! Não é assim um Massacre da Serra Elétrica (1974), mas é muito bom. Vale muito a pena! E quando eu digo que ele é melhor que a refilmagem, eu tenho várias razões.

O filme de 79 não precisou apelar mostrando mortinhos destroçados pra dar medo, ele não mostra um fantasma sequer. Enquanto o filme de 2005 usou e abusou de cenas onde apareciam os fantasmas das pessoas assassinadas na casa na tentativa de chocar e, assim, provocar medo.

O personagem do 'padrasto', George, parecia muito mais forte no original (ele conseguia resistir muito mais à casa). Além disso, o ator do filme de 79 interpreta-o muito melhor (aquela cara de doente louco dele é ó-te-ma!). Nesse primeiro filme, existe uma complexidade mais evidente envolvendo o personagem, que o tempo todo luta contra a dominação da sua mente pelas vozes, fato constantemente evidenciado quando, depois de agredir alguém, George sempre parece voltar a si e se mostrar confuso com a sua própria atitude. Entretanto, na refilmagem, George gradativamente é dominado pelas vozes, chegando a ponto de se perder completamente e ser totalmente dominado por elas.

O filme original não apela para o uso de tantos sustos gratuitos quanto a refilmagem (tá, tem a batida cena do gato, mas vamos combinar que foi um susto bão, vai!). O clima do filme de 79 é muito mais pesado, inclusive pelo maior uso da religião na história: o enfrentamento entre a igreja católica e o mal se tornou um artifício sabiamente usado para criar esse clima pesado; e o próprio desentendimento interno entre os padres da igreja é algo que serve para nos inquietar, nos deixar incomodados.

Quanto às crianças, existe uma tentativa de criar uma relação mais complexa entre os filhos de Kathy e George no filme de 2005. O filho mais velho Billy ganha mais espaço, e o garoto até que se sai bem. Mas me parece que ‘trocar’ a menina pelo menino não foi uma boa idéia. Explico. No outro filme, Amy é uma garotinha muito assustadora! Aquela menina tinha cara do demo!!! Que medo q ela me deu (e olha que ela nem precisou estar com um buraco na testa pra me provocar calafrios!). Na refilmagem, para que Billy ganhasse mais espaço, eles acabaram perdendo um pouco a pequena (que nesse filme se chama Chelsea) e ela passa a se tornar meiga e bonitinha demais. E para um filme de terror, na luta entre um menino revoltado e uma menina assustadora, desculpem, mas eu fico com a menina assustadora!

Depois de tudo isso vocês vão pensar: nossa a refilmagem é uma porcaria!!! Mas digo que não. É um fime de terror interessante, o único problema é que perde muito quando comparado ao original. E repito, o original é muito bom.





The Amityville Horror (1979)
Essa menina supostamente é assustadora...








The Amityville Horror (2005)
Esse cara é o máximo!