26.3.06

The Evil Dead (A Morte do Demônio)


1981
Terror
Direção: Sam Raimi
Roteiro: Sam Raimi



Um clássico do terror. Apesar disso, assisti pela primeira vez ontem. Resolvi assitir por duas razões: porque é um clássico do terror, e porque eu não dou ouvidos aos meus próprios conselhos... Me disseram que esse era bom, no orkut.

Sinopse: Ashley (Bruce Campbell), sua namorada Linda (Betsy Baker) e seus amigos, Scotty (Richard DeManincor), Cheryl (Ellen Sandweiss) e Shelly (Theresa Tilly) resolvem alugar uma cabana nas montanhas. No porão da cabana encontram um livro e uma fita, que ao ser ouvida por eles, libera um mal adormecido no local. Um a um, os jovem são transformados em zumbis, restando apenas um que deverá sobreviver a essa noite de horror.

Resumindo: não, não gostei... Não mesmo! Mas é um clássico, é o segundo filme do Sam Raimi (seu primeiro filme foi escrito, produzido e dirigido por ele: Within The Woods, de 1978). É gore, muito gore, e pra quem gosta, The Evil Dead é um prato cheio!

Eu posso estar sendo muito dura com o filme, posso ter sido influenciada pelos efeitos especiais de péssimo gosto e tudo mais, mas ainda tenho muita dificuldade em aceitar que esse possa ser um filme bom. Claro que devemos levar em consideração a época em que foi feito e o baixíssimo orçamento que levaram Sam Raimi a usar massinha de modelar para fazer os efeitos especiais. Também tenho que levar em conta que na época, as pessoas realmente se assustaram com o filme, que de certa forma trouxe coisas novas para o cinema de terror. O problema é que hoje ele já não assusta nem moscas (diferente de “outros filmes” também de baixo orçamento E ainda mais antigos que metem medo até hoje – preciso dizer de que filme estou falando)...

Bom, estou até agora sem entender porque diabos aqueles personagens jumentos se preocupavam tanto em trancar as portas se as janelas ficaram abertas (ou quebradas) quase o filme inteiro. Inclusive, eram janelas enormes, fechadas apenas com as frágeis folhas de vidro que se espatifavam o tempo todo. O ‘mal’ entrou pelas janelas no mínimo duas vezes e ‘zumbizou’ duas personagens dessa maneira, e mesmo assim ninguém se preocupava em fechar as folhas de madeira das janelas. Super lógico! Todas as janelas imensas abertas e quebradas, os zumbis entrando por elas e o mocinho desesperado em fechar as portas (pior: ele ficou tranqüilo depois que fechou as portas)!

Isso sem falar no ataque dos cipós malditos, que até estupraram a coitada da moça. Pensando bem, coitada nada, ela é que foi burra de sair sozinha pela floresta no meio da noite porque ouviu um barulho lá fora! Se EU tivesse ouvido um barulho lá fora, não sairia sozinha nem que me pagassem (e fecharia as folhas de madeira das janelas!!!!).

De qualquer forma, The Evil Dead já não é mais assustador, é apenas nojento. A trilha sonora é ruim de dar dó e os efeitos especiais... bem, já falei sobre eles, é melhor não me alongar mais nisso. O som também é bem ruim, dá pra perceber que foi dublado depois (praticamente todos filmes o são, mas não é para a gente perceber, né!). Mas pra quem gosta de terror gore, está mais do que indicado.

Parece que o Evil Dead 2 é quase igual ao primeiro, mas melhorado. Acho que vou me arriscar a assistir um dia desses.

21.3.06

Amityville 2: The Possession (Amityville 2: A Possessão)


1982
Terror
Direção: Damiano Damiani
Roteiro: Hans Holzer (livro) e Tommy Lee Wallace


Me disseram que esse era um filme muito bom. Tão bom quanto Terror em Amityville. Conselho: nunca confie plenamente em sugestões lidas no orkut...

Sinopse: A família Montelli chegou de mudança na velha mansão de Amityville. Mas para não perder o costume, a bela casa resolve mexer os pauzinhos novamente. Dessa vez seu alvo principal será Sonny (Jack Magner), o filho mais velho de Anthony (Burt Young) e Dolores (Rutanya Alda). Só que o demônio da mansão não se contenta apenas em influenciar o rapaz, Sonny é possuído por ele. Sua irmã Patrícia (Diane Franklin) parece ser a única que percebe as mudanças de Sonny, tentando buscar no Padre Adamsky (James Olson) ajuda para trazê-lo de volta.

Na verdade, esse filme é quase uma cópia mal feita do primeiro (algo normal em seqüências). A maior mudança gira em torno da possessão do garoto, mas só consegue produzir cenas ‘chocantes’ e sem conteúdo.

Inclusive parece que o filme perde totalmente o fio da meada, a história se perde por completo em meio a essas cenas supostamente assustadoras, mas que na verdade não o são.

Nesse filme tudo acontece rápido demais; poderia ter acabado na primeira hora, pois o resto é pura enrolação. Logo no começo uma sucessão de coisas estranhas vai acontecendo na casa, até culminar na possessão de Sonny. Segue-se a isso a cena mais esdrúxula que eu já vi: Sonny, obviamente possuído, vai até o quarto de sua irmã e a seduz da maneira mais besta. O pior de tudo não é Sonny tentar se deitar com Patrícia, mas Patrícia aceitar numa boa e depois tentar me convencer que é a santinha do filme. Não... Isso não é o pior. Patrícia diz a Sonny, dias depois, que não se arrepende do que aconteceu! Eles são irmãos!!!!!! Alooou!!! Até a Sol de América é mais santa que essa menina...

Segue um spoilerzinho básico. Mas se você quiser ler, acho que não vai perder muita coisa, não...

Então, faltando ainda muuuuuito para o fim do filme, o rapaz mata todo mundo! Todo mundo, até a ‘santinha’! Mas o Padre resolve salvá-lo. E depois de uma ridícula cena de exorcismo (em que até a face do menino apodrece e cai), o filme copia deslavadamente o final de O Exorcista: o demônio entra no corpo do Padre!

14.3.06

The Skeleton Key (A Chave Mestra)

2005
Suspense/Terror
Direção: Iain Softley
Roteiro: Ehren Krueger


Esses é um filme bom. Surpreendentemente bom. Um filme que te prende e que não se perde no meio da história, mantendo o mesmo ritmo até o final.

Sinopse: Sul dos Estados Unidos. Caroline (Kate Hudson) está à procura de um emprego que possa valer como estágio para completar seu curso de enfermagem e saciar sua vontade de ajudar as pessoas. É contratada por Violet Devereaux (Gena Rowlands), uma típica sulista vinda da França que precisa de uma enfermeira para cuidar de seu marido Ben (John Hurt), que sofreu um derrame no sótão da velha casa onde moram. O contrato de trabalho é intermediado pelo advogado da família, Luke (Peter Sarsgaard), que aparece vez ou outra na casa para falar com Violet.

Aos poucos Caroline vai descobrindo o que aconteceu com Ben, o que o tão estranho sótão tem a ver com o derrame e por que não há espelhos pendurados na casa. E, de cética, passará a supersticiosa demais.

O que ajuda muito a elevar a qualidade de A Chave Mestra é o excelente trabalho dos atores. De todos eles. Com grande destaque para Kate Hudson, que está maravilhosa, e John Hurt, apesar de ele não falar muito durante o filme...

Outra coisa que dá um ‘upgrade’ daqueles nesse filme é o final. Ainda faz parte daquela moda de ‘finais surpreendentes’ lançada com Sexto Sentido, mas ainda me seduz bastante. Mas devo adverti-los, o final do filme vem acompanhado de uma sensação de “Que horror!!!” e uma angústia que pode provocar insônia.

O ritmo do filme, ao qual me referi no começo da crítica, também faz parte do conjunto de qualidades que fazem de A Chave Mestra um filme bom. Com vários momentos de suspense seguidos de descobertas feitas pela personagem principal, no mínimo você vai querer continuar assistindo para ver se algum dos palpites que você foi acumulando durante o filme é o certo. E, provavelmente, nenhum o é.

De qualquer forma, não o classificaria com um filme ótimo, mas sinto não conseguir definir ainda o porquê. Acho que falta alguma coisa, uma ‘pimentinha’, algo que desse um ‘tchans’.

5.3.06

Favoritos: Aventura e Fantasia

Para mim é impossível fazer uma lista imparcial dos melhores filmes tanto de aventura quanto de fantasia. Os meus favoritos são, em sua maioria, filmes que marcaram a minha vida por serem adaptações de livros que eu gosto muito, ou por serem filmes vistos na minha infância/adolescência, mas raramente me chamam a atenção por razões mais intelectualmente elevadas (até porque são filmes de aventura e fantasia!).

Minha lista pode começar com Indiana Jones, na seguinte ordem: Os caçadores da Arca Perdida (1981), Indiana Jones e a Última Cruzada (1989), e Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984). Sou viciada nesses três filmes, sabia de cor as falas dubladas de Os Cassadores da Arca Perdida e de O Templo da Perdição. Na verdade, eu preciso é postar um texto especial para esses 3 filmes.

Outros que entram na minha lista são: O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001); O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002); O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003); Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005); Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004); Snatch – Porcos e Diamantes (2000); Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998)... E tem também todos os Star Wars!!! TODOS!!!! Mas esses já até têm uma crítica aqui. Afinal, sou uma fã nova, mas sou uma fã!

Agora, não posso deixar de falar de Kill Bill Vol. I (2003) e Kill Bill Vol. 2 (2004)! As referências a mangás são maravilhosas, que fotografia!!! Que edição! Que roteiro! São dois filmes divertidíssimos e lindíssimos! E tem o irmão mais velho também, Pulp Fiction (1994), que é um clássico, inovador, chocante etc, etc, etc... Quentin Tarantino arrasa!

Por enquanto é só, pessoal!






Cena de Kill Bill Vol. 2

1.3.06

Ju-On: The Curse / Ju-On: The Curse 2 (A Maldição)

2000
Terror

Direção: Takashi Shimizu
Roteiro: Takashi Shimizu


Esses dois filmes foram feitos para TV pelo Takashi Shimizu e fizeram tanto sucesso no Japão que ele resolveu fazer uma versão para o cinema. Essa nova versão, justamente o famigerado Ju-On: The Grudge (O Rancor) já comentado aqui no Pipoca no Edredom, é mais como uma continuação desses dois primeiros do que um remake propriamente dito.

Sinopse: A história básica é a mesma em ambos os filmes (que praticamente se repete em Ju-On: The Grudge). A casa amaldiçoada pela tragédia da família (que prefiro não contar como foi, pois é mais legal descobrir aos poucos), está constantemente incorporando à maldição desavisados que nela entram.

Em ambos os filmes as mortes que iniciaram a maldição são contadas com tantos detalhes quanto necessários para o entendimento da mesma (e não são necessários muitos). A variação das histórias se dá no enfoque das diferentes personagens que entram na casa.

Digamos assim, que o primeiro filme é muito bom, muito original, conta bem a história inicial e é realmente beeeem assustador! Já o segundo filme acaba se tornando extremamente repetitivo, pois durante quase metade do filme se passa recontando o primeiro (usando, inclusive, as mesmas cenas); e tem muito menos cenas de terror propriamente dito.

De forma que Ju-On:The Curse 2 acaba se tornando um filme muito maçante, é como assistir Ju-On: The Curse pela segunda veze e as cenas mais legais não estarem lá!

O que é mais interessante é que, apesar de Ju-On: The Grudge usar a mesma linguagem dos dois primeiros e contar basicamente a mesma história, ele é sem sombra de dúvida o mais belo e mais assustador! Takashi Shimizu aperfeiçoou os filmes transformando-os numa obra prima. A linguagem usada mais apurada, a separação das pequenas histórias que formam o filme está mais bem distribuída e a ordem em que elas são dispostas está muito mais elaborada. As cenas de terror com a Kayako e o Toshio são as piores da história do terror, principalmente por causa da melhora significativa nos efeitos sonoros do filme.

É melhor eu parar por aqui, pois isso está quase se tornando uma crítica do filme errado...







Cena de Ju-On: The Curse 2

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Desculpe-me pela demora, fiquei sem computador durante o carnaval...