9.4.06

When A Stranger Calls (Mensageiro da Morte)


1979
Suspense
Direção: Fred Walton
Roteiro: Fred Walton, Steve Feke


Esse é mais um filme antigo. Na verdade, acho difícil que ele possa ser encontrado nas locadoras. Eu o consegui na internet, mas não foi possível achar a legenda...

Jill Johnson (Carol Kane) é contratada para cuidar de duas crianças enquanto o casal Mandrakis sai para jantar fora. As crianças já estão dormindo e Jill resolve estudar, mas telefonemas freqüentes (“Você já checou as crianças?”) começam a assustá-la. Ela liga para a polícia e decobre que os telefonemas vêm de dentro da casa.

Mensageiro da Morte foi originalmente criado para ser uma seqüência de Black Christmas, assim como Haloween. Mas como Haloween foi lançado como filme independente, Mensageiro da Morte seguiu o mesmo caminho. Em 1993 o filme ganhou uma seqüência, Um Estranho à Minha Porta, e atualmente uma refilmagem foi feita e lançada agora em 2006, Quando um estranho Chama.

De qualquer forma, é um filme bem interessante. Só os primeiros 20 minutos já valem pelo filme todo, apesar de sua qualidade cair muito depois disso. Essa seqüência inicial do filme é a óbvia inspiração dos criadores de Pânico: o assassino que faz ameaças pelo telefone. E é uma pena que o filme não se concentre mais nesse tema.

Inclusive, a partir desses primeiro 20 minutos, Mensageiro da Morte passa de um bom suspense para um filme de perseguição ‘meia boca’. Isso porque 7 anos depois de infernizar Jill, o terrível assassino Curt Duncan (Tony Beckley) foge do manicômio e o policial John Clifford (Charles Durning) que cuidou do caso anteriormente foi contratado para matá-lo pelo Sr. Mandrakis (Carmen Argenziano).

O problema é que nada mais acontece. O terrível assassino não nos parece mais tão terrível assim. Parece apenas um pobre coitado louco. Sim, ele é perigoso, mas nem medo ele não passa mais. Talvez o filme quisesse mostrar que mesmo o mais coitado dos homens pode ser um assassino saguinário. Mas é certo que na telinha isso ficou maçante demais, e o filme só conseguiu retomar o suspense nos últimos 10 minutos.

É uma pena, um filme que tinha tudo para ser um grande sucesso, mas não soube dosar as quantidades necessárias de suspense e mistério. Ainda assim, muito melhor do que grande parte dos filmes novos que se vê por aí.

3.4.06

See No Evil, Hear No Evil (Cegos, Surdos e Loucos)

1989
Comédia
Direção: Arthur Hiller
Roteiro: Earl Barret, Arn Sultan, Marvin Worth


Vamos direto à sinopse da caixinha do DVD, que eu tomei a liberdade de transcrever aqui.

Sinopse: Ocorreu um crime! O cara cego não pode vê-lo e o cara surdo não pode ouví-lo! Mas agora os dois são procurados pelo crime, nesta comédia maluca de matar (Cegos, Surdos e Loucos) que reúne o duo ultrajante de comediantes Richard Pryor e Gene Wilder (Loucos de Dar Nó). Uma hilariante caçada começa enquanto Wally e Dave fazem de tudo para levar o Departamento de Polícia de Nova Iorque até os verdadeiros culpados - a malvada e linda Eve (Joan Severance - Escorpião Negro) e seu comparsa de sangue frio, Kirgo (Kevin Spacey - Beleza Americana).

Você quer rir? Então assista esse filme! E se já assistiu, sabe do que eu estou falando. Primeiro porque os dois são hilários, e segundo porque... Bom, é isso, os dois são hilários!

É incrível como deu certo essa parceria. O jeito histérico de Richard Pryor contrabalanceou perfeitamente com o quieto, porém irônico, Gene Wilder. Parece que eles foram feitos um para o outro, no melhor dos sentidos.

Cena atrás de cena, os desacertos de Wally e os modos aparentemente calmos de Dave vão nos fazendo rir cada vez mais. Uma das minhas cenas preferidas é quando Wally tenta gritar no ouvido de Dave para ver se ele consegue ouvir. É impagável!

Não há muito o que dizer desse filme, a não ser que vale a pena ser assistido e reassistido muitas vezes, porque é engraçado demais! (Acho que já disse isso, não?!)