23.3.07

“Maters Of Horror” - Imprint



2006
Terror
Direção: Takashi Miike
Roteiro: Daisuke Tengan


Já faz um certo tempo que ouço falar sobre a existência da série Masters of Horror, mas eu nunca sabia qual episódio eu deveria assistir. Pois bem, semana passada, pela segunda vez li a respeito do episódio Imprint e o que li me deixou devidamente curiosa.

Primeiro, a sinopse: Christopher (Billy Drago) está em uma estranha ilha do Japão procurando a gueixa Kumomo (Michie Ito), por quem se apaixonou no passado, e pretende levá-la de volta aos Estados Unidos. Em sua procura acaba conhecendo uma outra gueixa (Youri Kudoh) que lhe diz ter conhecido Kumomo e que acaba contando a Christopher o terrível destino de sua amada e também a história de sua própria vida.

Baseado no conto escrito por Shimako Iwai, o episódio de Takashi Miike, teve até cenas cortadas por serem fortes demais. Diretor de One Missed Call e Ichi the Killer, Miike já tem uma relação de filmes de terror que lhe dão certo peso no nome. Eu preciso admitir que ainda não assisti nenhum filme dele, apesar de ter ouvido falar de vários deles. Porém, foi grande a expectativa que me levou a assistir Imprint.

Fazendo um paralelo com o terror oriental geral, ao assistir esse episódio de Masters of Horror, posso dizer que Miike mereceu fazer parte desta série que reúne os maiores nomes do terror. Miike consegue manter o melhor da estética oriental e uni-la com o trash e o gore americanos de uma maneira autêntica que deixa o episódio incrivelmente aterrorizador.

Foi fácil descobrir quais cenas não puderam ser exibidas quando o episódio passou na TV. A história, que começa triste e sombria, vai caminhando para uma relação de cenas de tortura que são quase impossíveis de serem visualizadas na íntegra. Os gritos, o som, as cores, tudo me arrepiou de tal forma que eu tive que levantar do sofá e caminhar até a porta. Assisti o restante das cenas pela fresta da porta, pronta para correr se a coisa toda não acabasse logo.

Não sei quanto tempo aquilo durou, acho que não muito, mas para mim foi uma eternidade. Depois disso, tudo parecia que ia simplesmente voltar ao sombrio, porém a história vai se tornando cada vez mais tétrica até, por fim, ter um desfecho que eu vejo como uma homenagem ao trash dos anos 80.