16.1.11

Slumdog Millionaire (Quem Quer ser um Milionário?)



2008
Drama, Romance

Direção: Dany Boyle 

e Loveleen Tandan
Roteiro: Simon Beaufoy



Aqui está o ganhador do Oscar de 2009, o filme baseado no livro Sua Resposta Vale um Bilhão, de Vikas Swarup. Tem quem diga que não foi um prêmio merecido, apesar das muitas outras vozes que o aclamam. Já eu, não sou radical nem de um lado, nem do outro.

Jamal Malik (Dev Patel) veio da favela indiana para tentar a sorte em um programa televisivo de perguntas e respostas. Preso sob a suspeita de fraude, o rapaz se vê obrigado a explicar cada resposta correta, o que acaba desnudando seu passado doloroso até o momento atual.

Já vi gente comparando Quem Quer ser um Milionário com Cidade de Deus. Inicialmente, essa comparação pode ser até inevitável, visto a introdução extremamente semelhante de ambos os filmes, somada à história do garoto da favela e contando com uma edição que, em alguns momentos, também se assemelham. Porém, é importante ser destacado que ao longo da história, as semelhanças vão rareando cada vez mais, a ponto de se tornarem filmes bastante diferentes. Enquanto Cidade de Deus se mantém com a mesma abrodagem do início ao fim, Quem Quer ser um Milionário muda muito seu tom, mesmo que gradativamente. Sem contar que eu acho o brasileiro superior a este, mas isso não vem ao caso.

O filme conta com algumas características que podem irritar os mais perfeccionistas, como o fato de as perguntas feitas ao longo do programa remeterem de uma maneira cronologicamente linear aos acontecimentos da vida de Jamal, ou a própria suavização do roteiro que vai rumando gradualmente para um romance, ou mesmo as ocorrências de um grande otimismo quase fantasioso que acontecem com o protagonista.

Ainda assim, existem diversas qualidades que podem suplantar essas questões (as quais julgo menores). A verdade é que, analisando friamente, Quem Quer ser um Milionário é impecável na maneira como consegue sensibilizar, contar uma bela história de amor, e documentar uma realidade (não só da Índia, como de qualquer local onde haja miséria). A bela trilha-sonora muito bem aplicada; a edição, que insere o programa de tv de maneira muito interessante ao longo do filme; a construção dos personagens que, contando com ótimas atuações, foi capaz de criar bastante empatia com o público sem cair no piegas. Sendo esta, a empatia, o principal resultado da boa direção de Boyle e Tandan.

A cena final, com a música Jai Ho foi outra polêmica. Eu gostei, achei que foi a cereja do bolo. Uma simpática homenagem a esse lado mais colorido e musical que a Índia possui.

Entretanto, como até agora não assisti nenhum outro filme que concorreu ao Oscar em 2009, não posso afirmar se a premiação foi merecida ou não. De qualquer forma, mesmo não sendo perfeito, é de fato um filme excelente.

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostei do filme. Já assiti 2 vezes.
Mas considero um filme menor. Ganhou o Oscar por falta de um concorrente melhor.

M.A.B

tha disse...

Concordo plenamente!