13.3.05

Hide and Seek (Amigo Oculto)

2005
Suspense
Direção: John Polson
Roteiro: Ari Schlossberg

Não sei se tenho muito o que dizer a respeito desse filme, mas vamos lá...

Vou começar salientando o fato de que estava cada vez mais decepcionada com o Robert De Niro... Ele só estava fazendo o mesmo papel filme após filme! Homem com cara de mau, mas que no fundo é bonzinho, bonzinho. Aí ele fez aquele filme do clone. O Enviado. (SPOILER!!!) Homem com cara de bonzinho, mas que no fundo é mau, mau. Mudou um pouquinho, mas no fundo estava igual, igual! Ah... Mas nesse filme eu me deleitei com o homem na tela. Isso que é ator! Isso que é Robert De Niro! Ele deu um show, voltou a merecer o título de bom ator que tem.

Mas não foi só ele, não. Tem também aquela menina LINDA DE MORRER: Dakota Fanning. Se você acha que ela arrasou em Uma Lição de Amor, você não viu nada! Do lado do Robert De Niro ela não faz feio, na verdade está à altura dele. Durante o filme todo ela varia em expressões que a levam da menininha do papai, à mulher du mau.

Na verdade esses dois elementos são o que há de melhor no filme, fazendo dele um filme bom simplesmente por tê-los no elenco! O resto é resto. Tá bom, eu achei o filme bom, mas existem umas mancadas que me deixaram de pá virada!

Vamos ao filme então.

Amigo Oculto conta a história de David (Robert De Niro) e sua filha Emily (Dakota Fanning) que desejam recomeçar a vida em uma cidadezinha do interior após o suicídio da esposa. Visivelmente a menina fica abaladíssima com a morte da mãe e passa a ter uma mudança radical de comportamento. Era uma menininha meiguinha e brincalhona e passou a ser triste e sinistra (e bota sinistra aí, hein!). A coisa piora quando Emily arranja um amigo imaginário (e não oculto!) e passa a ficar cada vez mais sinistra.

Não há muita coisa além disso. Existem outros personagens que vão aparecendo durante o filme, mas basicamente a história se desenrola em torno da relação pai-filha-amigo invisível. A menina parece culpar o pai (que esqueci de dizer, é um psicólogo) pela morte da mãe. E, junto com o amiguinho, resolve resumir a sua vida em pegar-no-pé-do-pai!

O que me deixa triste é que o filme quer porque quer ter um final surpreendente e pra isso usa táticas lamentáveis. Começa um joguinho de despista aqui, despista ali, quem será, e blábláblá. E ele consegue. Eu não imaginava as coisas que estavam por vir ao longo do filme, mas se não tivessem tentado tanto desviar a minha atenção do tal final surpreendente, tenho certeza que ia me surpreender do mesmo jeito!




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