17.2.08

Gin Gwai 1x2 (A Herança x Visões)


The Eye (A Herança)

2002
Suspense, Terror
Direção: irmãos Pang
Roteiro: irmãos Pang e Jo Jo Hui




The Eye 2 (Visões)

2004
Suspense, Terror

Direção: irmãos Pang
Roteiro: Lawrence Cheng e
Jo Jo Hui




Dois filmes lançados como sequência, mas que mais parecem ser independentes - tanto que no Brasil foram adotados dois nomes completamente distintos. O primeiro colocou os irmãos Pang no mapa, o segundo manteve-os lá.

A Herança: Wong Kar Mun (Angelica Lee) faz um transplante de olhos e volta a enchergar. Desde então começa a ter visões que descobrem ser causadas pelos novos olhos que recebeu. Então, ela decide descobrir o que aconteceu com a doadora dos órgãos.

Visões: Joey Cheng (Qi Shu) está grávida e começa a ter visões de espíritos à sua volta e à volta de outras mulheres grávidas. Preocupada com o que pode acontecer ao seu bebê, ela tenta descobrir o que esses espíritos pretendem, mas a resposta leva-a ao desespero.

Existem coisas que eu tenho muita dificuldade para conseguir compreender. O sucesso desses dois filmes é uma delas. A Herança é um filme bom, mas logo depois que assisti eu não conseguia entender o motivo para tanto estardalhaço. Chegaram até a falar que Sexto Sentido era uma cópia dele. Me perdoem, mas, MEU DEUS!, que diabos de cópia é essa cuja história é completamente diferente??? Se o Shyamalan fez o Sexto Sentido se baseando em A Herança, eu não sei, mas mesmo que seja o caso, o fez muito bem, e com muita originalidade. Na verdade era mais ou menos isso que eu esperava, ou gostaria, que tivesse sido feito com O Chamado: uma obra baseada em Ringu, diferente, não um remake.

Acho que desviei do assunto. O ponto é que depois de pensar um pouco cheguei à conclusão que o fator que mais agradou o público é que A Herança mantém o tema que havia sido resgatado em Ringu, mas sem abusar daqueles mesmos elementos que começavam a "enjoar" o público. Porém, a bem da verdade, o que acontece é que os irmãos Pang apenas souberam pegar a parte boa do cinema oriental e colocar em uma linguagem mais americanizada (característica que será levada ao seu ponto máximo em Os Mensageiros). Eles foram espertos, mas acho que não mereciam tantas ovações.

Deixando um pouco de lado as questões acima, queria ainda salientar uma outra coisa que me chamou a atenção. A Herança possui algo que nesse caso específico não chegou a ser um defeito, mas que poderia ter se tornado um, como aconteceu em Assombração: o filme é bipartido. Na primeira metade permanece mais focado no terror, já na segunda se torna quase puramente um filme de investigação.

Partindo para o próximo filme, pode-se ver que apesar de os nomes originais indicarem uma suposta seguência, Visões e A Herança têm histórias completamente diferentes e sem relação direta. O que os une é apenas o tema.

É em Visões que os irmãos Pang começam a perder a mão, eles forçam um filme que não tem razão de ser. A história da mulher grávida não é assustadora, ou melhor, não deveria ser assustadora. Se você parar para pensar, assim que Joey descobre a verdade a respeito das visões, não há o menor motivo para se ter medo, a não ser que ela fosse burra o bastante para não compreender o que tudo aquilo significava. E ela foi. Só que apostar na burrice da protagonista, pelo menos ao meu ver, não é uma boa jogada.

A única coisa que eu conseguia sentir ao longo do filme foi raiva daquela mocinha tonta! Eu não senti pena dela, não temi por ela, não sofri com ela. Ela deveria parecer uma heroína naquele final? Talvez a intençào fosse que eu me compadecesse com seu sofrimento e com sua "coragem". Pois para mim ela estava mais para uma louca histérica - e perigosa!

A Herança tudo bem, até dá pra deixar passar que tenha havido tanta euforia, mas Visões?! Às vezes acho que caí num mundo paralelo, o mundo bizarro da Liga da Justiça...


2 comentários:

Rodrigo Fernandes disse...

ahaha, daqui a pouco to até vendo um remake feito pelos americanos...
ainda não assisti a nenhum dos dois...
abraços

tha disse...

Pois, acredite, The Eye já está com remake. Parece que é uma bomba.