13.5.07

Harry Potter 1 e 2

Harry Potter and the Philosopher’s Stone (HP e a Pedra Filosofal)
Harry Potter and the Chamber of Secrets(HP e a Câmara Secreta)



2001/2002
Aventura e Fantasia
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Steve Kloves





Supostamente ótimas adaptações dos livros homônimos de J. K. Rowling.
Chris Columbus transformou Hogwarts na Disneylândia e provações em diversões. Ainda assim, vale a pena assitir.

Harry Potter (Daniel Radcliffe) é um órfão que mora com os tios e no seu 11o aniversário descobre que ele, assim como seus pais o foram, é um bruxo. E mais, tem uma vaga na Escola de Bruxaria Hogwarts esperando por ele. Lá ele conhece Alvo Dumbledore (Richard Harris), o maior bruxo da atualidade e diretor principal da escola, o gigante Rubeo Hagrid (Robbie Coltrane) e os colegas Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson). Juntos, Harry, Rony e Hermione, irão tentar derrotar o terrível Lord Voldemort. Voldemort tem uma sobre-vida desde que tentou matar Harry, na mesma noite em que assassinou seus pais, e desde então tenta recuperar seus poderes e se vingar de Harry.

Resumidamente, eu poderia simplesmente dizer que os dois primeiro filmes da série que conta as aventuras de Harry Potter são uma gracinha. Mas dessa forma eu não estaria explicando que eles têm um grande defeito: eles são uma gracinha.

Imagine viver na casa de pessoas que te desprezam e, além disso, sentir que há algo errado ou, no mínimo, muito estranho com você. Imagine que certo dia, coisas cada vez mais esquisitas começam a acontecer até culminar no súbito aparecimento de um gigante que te chama de bruxo e diz que você, com apenas alguns meses de idade, derrotou o mais terrível bruxo de todos os tempos na mesma noite em que ele assassinou seus pais.

Imagine ir para uma escola de bruxaria onde todos parecem te reconhecer por causa de uma cicatriz, que até hoje arde de vez em quando, tendo em vista que você ainda tem 11 anos e é tímido. Imagine que essa escola é um enorme castelo antigo e cheio de passagens secretas e fantasmas e que um professor já aparenta não ir com a sua cara. Agora imagine que o próprio Lord Voldemort, aquele que matou seus pais E é o bruxo mais terrível que já existiu, está tentando recuperar seus poderes e aproveita para tentar acabar um servicinho que ele começou há 11 anos atrás: matar você.

J. K. Rowling começou a escrever a série Harry Potter para crianças, inclusive, esses dois primeiros livros têm uma linguagem bem infantil. Mas há de se convir que a história em si é um pouco assustadora. E acho que ela consegue equilibrar isso tudo muito bem. O que acontece é que toda a parte “assustadora” dos livros foi transformada em um parque de diversões quando os livros foram adaptados para o cinema.

O cenário é muito lindo, mas o castelo é mais fofo do que obscuro, as dificuldades parecem ser enfrentadas com a facilidade de uma gincana temática. É tudo bonitinho demais. Os livros, mesmo com o linguajar infantil, nos passam o estranhamento, as inseguranças e as dificuldades por que Harry passa, e você compreende que tudo tem sido difícil para ele. Nos filmes parece que ele foi passar as férias na Disney!

Quanto aos atores, foram escolhidos atores de peso como Richard Harris (como o simpático e excêntrico Dumbledore), Maggie Smith (como a rígida, porém querida Professora Minerva McGonagall), John Cleese (como o fantasma Nick-Quase-Sem-Cabeça), John Hurt (como o vendedor de varinhas Sr. Olivaras) e Alan Rickman (como o odiado Professor Severus Snape). Para o elenco infantil, os atores-mirins não fazem trabalhos espetaculares, principalmente Daniel Radclif que deixa muito a desejar como Harry Potter, mas é notável a melhora deles de um filme para o outro (principalmente nos posteriores).

O roteirista está de parabéns, pois ele conseguiu resumir muito bem a história dos dois livros, omitindo e mudando fatos de uma forma tão moderada que chega a ser impressionante; a trilha sonora dispensa elogios, basta dizer que é do FABULOSO John Williams; e o cenário, apesar da parte “conto de fadas”, caprichou muito na Toca (residência da família de Rony, os Weasley) que ficou PERFEITA!

Ou seja, de qualquer forma, apesar de não terem ficado tão bons quanto poderiam ser, os dois filmes realmente são uma gracinha e, como eu já disse antes, vale a pena assisti-los.

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