15.7.07

Dark Water (Água Negra)

Título original: Honogurai mizu no soko kara

2002
Terror/Drama
Direção: Hiedo Nakata e Kyle Jones (versão em inglês)
Roteiro: Yoshihiro Nakamura, Kenichi Suzuki, Takashige Ichise (não creditado), Hideo Nakata (não creditado) e Kyle Jones (versão em inglês)






2005
Suspense/Drama
Direção: Walter Salles
Roteiro: Rafael Yglesias




Um filme lindo e delicado e uma refilmagem, já de se esperar, inferior. Mas se é para comparar, então vamos comparar mesmo!

Dark Water conta o drama de uma mãe que luta para manter a guarda da filha Ikuko/Ceci (Rio Kanno/Ariel Gade). Yoshimi/Dahlia (Hitomi Kuroki/Jennifer Connelly) é uma mãe carinhosa e dedicada, porém está enfrentando uma péssima fase no âmbito pessoal e profissional. Ela acabou de se mudar para um apartamento pequeno e conseguir um emprego razoável, e a duras penas precisa provar ser capaz de criar e sustentar sua filha. No novo edifício, coisas estranhas começam a acontecer, atormentando ainda mais essa frágil família.

Dentre os filmes de terror asiático, Dark Water é obviamente um dos mais leves. É um filme lindíssimo, que mantém um ritmo suave, mas que consegue deixar quem assiste tenso nas horas certas. O filme, apesar de ser vendido como terror, possui uma carga muito grande de drama, como é sempre comum nos filmes asiáticos. Isso, também como sempre, pode gerar uma certa decepção em quem o assiste buscando por sustos.

O elenco é primoroso. Rio Kanno é a coisa mais fofa que já se fez no mundo, e sua interpretação é fabulosa. A fantasminha Mitsuko (Mirei Oguchi) é assustadora (jogada de mestre de Nakata não mostrar o rosto dela durante o filme inteiro) e Hitomi Kuroki está fantástica evidenciando todas as aflições pela qual sua personagem passa.

Mas com certeza o final foi a parte mais emocionante do filme. E digo emocionante mesmo, Rio Kanno me fez derramar rios de lágrimas em uma das cenas mais lindas do cinema. Além disso, essa cena (a cena do elevador) eu suspeito que seja uma homenagem que Hideo Nakata fez a O Iluminado de Stanley Kubrick.

Já a refilmagem, dentre as tantas refilmagens que saíram por aí, acho que é uma das melhores (senão a melhor) já feita. Walter Salles fez umas mudancinhas, mas não matou a obra original. Porém, ele apostou muito pouco nas cenas assustadoras e a sua fantasminha não chega nem aos pés da Mitsuko de Nakata.

Outro defeito da refilmagem Água Negra é que Walter Salles não soube conduzir a dramaticidade e a ligação entre Dahlia e Ceci tão bem quanto eu gostaria. Mãe e filha me comoveram muito mais no filme original. Talvez isso aconteça porque Salles foca muito mais em Dahlia do que no relacionamento dela com Ceci. Porém, destaco a ótima atuação de Jennifer Connelly, que leva o filme nas costas. E a atuação de Ariel Gade como Ceci é convincente.

Recomendo ambos os filmes pelo diferente enfoque que cada um dá. Claro, a fotografia do primeiro roubou meu coração, mas vale a pela conhecer a interpretação de Walter Salles para tão linda obra.

2 comentários:

Wiliam Domingos disse...

Aehh blog bacana!
Também tenho um blog de cinema, depois passa por lá!
xD

Eu ainda não vi nem o original nem o remake, mas pelo menos Connelly já é um grande motivo para pegar o filme nas locadoras!
Abraço
http://eco-social.blogspot.com/

Johnny Strangelove disse...

Thalita ... como você disse no meu blog ...
a gente já debateu sobre esse filme em outros carnavais
abraços meu anjo